Conheça os principais materiais utilizados em embalagens sustentáveis, que ajudam a reduzir o impacto ambiental na hora do descarte

Acesso rápido:
– Introdução
– O que são bioplásticos?
– PE Verde: Diferente na origem, igual nas propriedades
– Embalagem compostável
– Embalagem biodegradável
– Embalagens de fécula de mandioca: Já fui mandioca!
– PET – Pós Consumo (PCR)
– Embalagens premiadas
Introdução
A sustentabilidade já é um tema presente (e muito importante!) em praticamente todos os aspectos de nossas vidas: seja na alimentação, no transporte, no consumo, seja nas pequenas ações do dia a dia. E quando o assunto é embalagem, muito se fala sobre a responsabilidade das empresas em investir em materiais menos poluentes como forma de reduzir os impactos ao planeta.
A virada de chave dessa mudança está na escolha da matéria-prima, hoje dominada pelo plástico. Quando descartado de forma incorreta, esse material pode comprometer o solo, a qualidade das águas e até a fauna marítima e terrestre. Isso porque ele pode demorar centenas de anos para se decompor, além de emitir substâncias tóxicas ao meio ambiente.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em todo o planeta são gerados, a cada ano, cerca de 300 milhões de toneladas de lixo plástico. Diante dessa realidade, diversas empresas já estão se mobilizando para trazer soluções mais sustentáveis na produção de embalagens. A seguir, confira os principais tipos de matéria-prima ambientalmente corretos.
O que são bioplásticos?
Os bioplásticos são classificados quanto à composição (se têm matérias-primas provenientes de fontes renováveis ou fósseis) e compostabilidade (se podem ser ou não biodegradados por micro-organismos).
Seguindo o raciocínio, um plástico obtido por meio de fontes renováveis não é necessariamente compostável e vice-versa. Portanto, é extremamente importante ficar atento às características do material que está sendo utilizado no desenvolvimento de uma embalagem com apelos de sustentabilidade, para que a informação não seja repassada de forma errônea para o consumidor.
PE Verde: diferente na origem, igual nas propriedades
O Polietileno Verde é produzido com derivados obtidos da cana-de-açúcar, tendo como seu maior produtor a Braskem, detentora do selo “I’m green”, que permite identificar os produtos manufaturados com o plástico verde da marca.


A versatilidade desse biopolímero é demonstrada pela ampla variedade de propriedades para aplicações rígidas e flexíveis, permitindo que seja utilizado na fabricação de sacolas; sacos plásticos; peças automotivas; brinquedos; embalagens para alimentos; cosméticos; e produtos de higiene pessoal. A seguir, alguns exemplos de produtos que utilizam a matéria-prima.


Embalagem compostável
As embalagens compostáveis que geralmente participam do processo de compostagem doméstica são a mais nova aposta do mercado de produtores plásticos, levando apenas meses para sua compostagem total. A Camargo, empresa brasileira convertedora de embalagens, já tem em seu portfólio essa matéria-prima com todos os testes de estabilidade realizados e aguardando apenas a liberação da Anvisa para utilização no setor alimentício.

Embalagem compostável da Camargo
Outro case é a Casa Feito Brasil, que redesenhou suas embalagens da coleção Dom Tropical. Anteriormente, eram flow packs produzidos com filme BOPP branco, com laminação fosca, um material tradicional no mercado. Agora, aposta em filmes compostáveis de celulose em parceria com a Camargo, tendo sua degradação em composteira doméstica em cerca de 180 dias.

Embalagem biodegradável
As embalagens biodegradáveis são aquelas que se degradam ao longo do tempo, após serem expostas ao meio ambiente. Isso significa que o material só pode ser considerado biodegradável quando, ao fim do processo de decomposição, transforma-se em água, CO² ou adubo.

Certificados globalmente como materiais biodegradáveis, o ecoflex® e o ecovio®, da BASF, são soluções inovadoras e sustentáveis que apresentam grandes vantagens em relação aos plásticos normais. Eles diminuem de forma significativa o descarte em aterros sanitários e lixões, gerando um adubo que pode ser utilizado em pequenas propriedades agrícolas e nos parques da cidade, por exemplo. Abaixo, algumas aplicações desse material.


Embalagens de fécula de mandioca: Já fui mandioca!
Feitas de fécula de mandioca, são embalagens biodegradáveis, compostáveis e recicláveis. Sendo o principal substituto do isopor, elas só podem ser utilizadas para alimentos secos ou de consumo imediato, pois não apresentam estabilidade para acondicionamento de ingredientes úmidos.

A Já Fui Mandioca é uma empresa brasileira especializada no uso da fécula para a fabricação de seus produtos, com a aposta de ajudar a tornar o mercado de delivery de comida cada vez mais sustentável, já que é um setor em constante crescimento.
PET – Pós-consumo (PCR)
Os materiais reciclados pós-consumo (PCR) são plásticos reprocessados de resíduos domésticos ou comerciais, a maioria deles usada para embalagens. Sendo assim, é um derivado de um produto acabado que completou seu ciclo de vida como um item de consumo e, de outra forma, teria sido descartado como resíduo sólido.

A marca Natural One recentemente fez o lançamento do suco de laranja com embalagem de PET pós-consumo, sendo uma das primeiras marcas a utilizá-la para alimentos. Atualmente, é bastante comum para os setores de não alimentos.


É importante ressaltar que, mesmo com o uso de uma embalagem biodegradável, ecológica ou compostável, o descarte e a má gestão desses resíduos não devem ser encorajados, como afirmou a professora de Engenharia Ambiental Jenna Jambeck, da Universidade da Georgia, em entrevista para a Ecycle. “Nós queremos todos os nossos materiais mantidos em um sistema circular de manejo dos resíduos, de modo que possamos reaproveitar os valiosos recursos usados em cada produção.”
Embalagens premiadas
BONAFONT
Com foco na sustentabilidade, a nova garrafa da Bonafont traz a proposta de circularidade, por ser fabricada com galões da linha Bonafont Re.torna que já foram descartados. A garrafa não tem rótulo, também como uma forma de reduzir o uso de plástico e facilitar o processo de reciclagem.

LATICÍNIOS SIM – LEITE SABORIZADO EM STAND UP POUCH
O desenvolvimento do projeto da Laticínios SIM, de acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), levou aproximadamente seis anos. O leite saborizado é processado, envazado e esterilizado e a embalagem tem barreira que permite o acondicionamento em temperatura ambiente por até 180 dias.

VEJA® MULTIUSO POWER NATURE
Sua embalagem é reciclável, feita com plástico reciclado e rótulo com um picote lateral, pensado para facilitar o descarte seletivo e a reciclagem. Também traz um QR Code, que leva para uma página de realidade aumentada com todas as informações relacionadas ao Veja® Multiuso Power Nature, incluindo um vídeo informativo sobre o procedimento correto de descarte dos materiais.

HIDRATANTE SUBLIME HINODE
Em 2021, a Hinode conquistou dois prêmios ‘ABRE da Embalagem Brasileira’ na categoria de Tecnologia em Cosméticos e Cuidados Pessoais, pela produção da embalagem 100% reciclável da linha de hidratantes Hinode Sublime, lançada em agosto de 2020. A noite de premiação foi realizada virtualmente pela Associação Brasileira de Embalagem e rendeu a versão bronze, na categoria tecnologia, e ouro, por meio do voto popular, pela produção sustentável e tecnológica das bisnagas.

Quer conhecer mais tendências e saber como aplicá-las em produtos da sua marca? Então entre em contato com a Amicci, empresa que desenvolve produtos exclusivos sempre alinhados às principais inovações do mercado.
Leia também: “Design de embalagens: sua principal aliada no ponto de venda”
Material desenvolvido pela área de Desenvolvimento Técnico e Inovação (DTI) da Amicci.